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PISO INTERTRAVADO
Nova Arena, com piso de alta resistência
A Arena Fonte Nova, estádio da Bahia para a Copa 2014, utilizou em sua concepção soluções pré-moldadas de concreto


Reportagem: Silvério Rocha, Revista Prisma ed.49, outubro de 2013
Fotos: Divulgação
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O pavimento intertravado de concreto foi empregado em suas áreas internas e  externas, ajudando a moldar a nova do face do estádio baiano.

A Arena Fonte Nova foi inaugurada em abril deste ano como o estádio baiano para a Copa 2014. A nova arena, que substituiu a antiga Fonte Nova, demolida após a tragédia ocorrida em novembro de 2007, quando parte da arquibancada ruiu e vitimou sete pessoas, manteve o partido arquitetônico do antigo estádio, tombado. O projeto arquitetônico, de autoria dos arquitetos Marc Duwe, da Setepla Tecnometal Engenharia, e Claas Schulitz, do escritório alemão Schulitz Architektur + Technologie, foi desenvolvido procurando não descaracterizar o estádio, que foi o principal palco do futebol baiano desde a década de 1950. A nova arena utilizou intensamente pré-moldados de concreto em sua estrutura (leia a edição 43 da PRISMA) e, também, piso intertravado de concreto ao redor do gramado e nas suas áreas externas. A obra foi orçada em R$ 597 milhões, com o estádio tendo capacidade para acolher 50 mil pessoas atendendo às exigências do padrão Fifa para a Copa do Mundo.

"OS PISOS INTERTRAVADOS DE CONCRETO FORAM  UTILIZADOS NA ARENA FONTE NOVA POR SUA RESISTÊNCIA E FACILIDADE DE MANUTENÇÃO"


O desenho preserva o formato clássico do velho estádio: a ferradura com abertura para o Dique do Tororó. “Manter o partido arquitetônico da antiga Fonte Nova foi o principal diferencial do projeto” , esclarece o arquiteto Marc Duwe.

PRÉ-MOLDADOS

Assim como outros palcos da Copa de 2014, a arena baiana foi uma das primeiras a ser inaugurada recorrendo às peças pré-moldadas de concreto, especialmente na sua superestrutura (pilares, vigas, lajes treliçadas, escadas e arquibancadas). “A arena é, conceitualmente,uma solução pré-moldada, mas dentro dela, diante da complexidade do projeto, temos diversas peças moldadas in loco, pilares, vigas, lajes, paredes de enrijecimento”, afirmou o diretor de engenharia da arena, José Luiz Góes. “Mas 75% do volume total da superestrutura é feita com pré-moldados” , estima.

Fornecidas por duas empresas conhecidas na região Nordeste (a baiana IBPC e a cearense T&A), as peças moldadas fora do canteiro vieram de fábricas localizadas em Simões Filho e Camaçari, a aproximadamente 50 km da capital baiana, e também do Recife (800 km). Só os componentes maiores, como as vigasjacaré, que têm cerca de 10 m de comprimento e correspondem a três degraus de arquibancada, foram construídos no próprio canteiro de obras.

Estruturas pré-moldadas também foram utilizadas na fundação. “Devido à grande variação do substrato na implantação do projeto” , explica Góes, “foram adotadas diversas modalidades de fundação, como estacas-raiz, estacas-metálicas, sapatas e também estacas pré-moldadas de concreto, de acordo com as características de cada local” . De acordo com ele, o terreno de implantação do estádio da Copa era muito heterogêneo, com destaque para o lado sul, onde as estacas precisavam ser mais profundas e ter diâmetros de 35 a 60 cm para penetrar no solo fraco daquela região.


PISO INTERTRAVADO

O estádio da Copa em Salvador contou com o piso intertravado no entorno do gramado e nas áreas externas do estádio. Segundo o engenheiro Aquiles Ponte, superintendente da T&A Pré-Fabricados, os pisos utilizados no estádio têm resistência de 35 MPa, portanto de acordo com a norma 9.781 da ABNT, e 8 cm de espessura. A utilização do piso intertravado nessas áreas conferiu um aspecto estético interessante, fazendo contraponto ao verde do gramado e, externamente, ofereceu a resistência necessária para acolher os usuários, a passagem de veículos e outros, que transitam por ali. Além disso, os pisos intertravados foram escolhidos também por sua facilidade de manutenção, pois permitem que, em caso de necessidade, reparos sejam feitos de maneira bastante simples, retirando e repondo os pisos, concluída a obra.

FICHA TÉCNICA

Nome: Arena Fonte Nova

Local: Salvador, Bahia

Responsável: Secretaria da Copa (Secopa-BA)

Consultoria técnica: Setepla e Schulitz Architektur + Technologie

Contratante: Governo do Estado da Bahia

Capacidade: 50 mil pessoas

Custo: R$ 597 milhões

Contrato: PPP (Parceria Público-Privada)

Operação: FNP (Fonte Nova Negócios e Participações)

Início da obra: junho de 2010

Inauguração: abril de 2013

Área do terreno: 121.189 m2

Área construída: 132.000 m2

Arquitetura: Setepla - Marc Duwe (autor), Eduardo Velo, Carlos Eduardo Viani e Filipe Bosso (colaboradores); Schulitz Architektur + Technologie - Claas Schulitz (autor), Helmut Schulitz, Philipp Heitger e Sebastian Moll (colaboradores)

Arquitetura área externa: Afa

Construção: Consórcio Arena Fonte Nova (construtoras OAS e Odebrecht)

Coordenação geral do projeto: Carlos Antônio Navas Viani (Setepla)

Fornecedores: Pisos intertravados de concreto -T&A; pré-moldados - T&A e IBPC



 
 
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Nº 52 JUNHO 2014



 
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